Pular para o conteúdo principal

A doce rotina de uma mãe

Achei a escolha das palavras para compor o título do tema abordado nesta blogagem coletiva, maravilhoso! Falo do "doce" ali antecedendo a rotina.

Grandes e queridos escritores já falaram da necessidade de lavarmos, colocarmos de molho, colocar no sol para quadra algumas palavras que vão ficando encardidas e perdendo seu significado. Rotina é uma dessas palavras.

Eu abraço a rotina, eu me alegro com a rotina. Adoro que meu coração mantenha sua rotina com os mesmos batimentos se repetindo, assim como minha respiração, inspira, expira... é rotina isso! Que meus órgãos internos não saiam de suas rotinas!

Claro que não foi assim sempre. Houve uma época que viver de segunda à quinta era chato, começava a melhorar na sexta e era catastrófico no domingo. É horrível viver assim, é um desperdício de vida achar que só aos finais de semana seremos felizes. Foi um caminho com tropeços e bom encontros para eu enxaguar a palavra rotina e encontrar doçura nela!

Com os filhos havia rotina e não havia e esse foi um outro aprendizado: mesmo sento rotineiro, cotidiano podemos estar abertos, ser flexíveis feito o bambu ao vento!




Então a gente programa uma rotina e quando vê, tem uma arte pelo caminho que já te desvia da roupa para passar e te leva para o aspirador limpar a aveia derramada no chão!

Um dentinho nascendo, uma vacina que nosso bebê mais enjoadinho também faz tudo ter que ser rearranjado.

Com os filhos pequenos havia mais correria. Hoje com eles crescidos, o mais velho morando longe, há mais tranquilidade na nossa rotina, muito por conta da independência deles - eu já não levo e busco da escola, não auxilio em tarefas escolares.

Uma pequena historinha do zen-budismo:

"Certa vez um discípulo perguntou ao seu mestre o que aconteceria depois que ele praticasse muito e alcançasse a iluminação, se haveria algo extraordinário, ao que o mestre respondeu:
 - Depois que você alcançar a iluminação continue lavando a louça.

Essa blogagem organizada pelas meninas Cris Philene do Prosa de Mãe e Tê Nolasco do Bolhinhas de Sabão para Maria, está acontecendo no vigésimo dia da chegada do coronavírus aqui no Brasil, estamos com nossas rotinas alteradas, crianças sem escola, evitando sair de casa. Talvez um bom tempo para apreciarmos a rotina tão comum, com dias bons outros nem tanto, que tínhamos antes. E que tudo se normalize o mais rápido possível!






Comentários

  1. Ana, sempre sabendo bem o sentido das palavras e trazendo texto muito legais! Adorei o história Zen e as tuas palavras, onde mostras que sempre podemos ser surpreendidos e então, nossa rotinas vão pro brejo...Que amor as fotos dos bagunceirinhos! Linda participação! bjs, chica

    ResponderExcluir
  2. Oi Ana, eu também fiquei enrolada com o tempo hoje... Estamos fora da rotina rs... Mas consegui colocar todos os links e estou finalizando os comentários.
    Pois é, nem sempre a rotina é prazerosa, e é preciso ter disciplina para cumpri-la. Quando algum bagunceirinho apronta, é inevitável sair dela, mas nossos tempos de bagunceiros passou... e vendo essas fotinhas fofas dos seus, me deu muita saudade... ai ai..

    Como eu disse no meu texto e você também bem falou, rotina significa estar tudo no lugar... é a dita normalidade que a gente não quer sair dela...

    Adoro seus contos. Obrigada por mais uma doce participação... E continuemos a "lavar as louças" depois que nossos filhos tiverem grandes...
    Beijos doces

    Tê e Maria ♥

    ResponderExcluir
  3. Boa tarde, Ana Paula!

    Gosto também da rotina. Gosto muito! Disciplina... quase militar! rsrs

    Todavia, o melhor de tudo é o que você ressalta, o deleite, o gozo que nos preenche diariamente e significa a existência.

    Beijo!

    Renata e Laura

    ResponderExcluir
  4. Oi Ana, Como vamos aprendendo com as experiências da vida, a levar com entusiasmo e pq não dizer doçuras fases de nossas vidas.
    Eu amei a história das palavras... rotina de fato identifica perfeitamente.
    Amei ver as fotos dos meninos... ah como as artes e bagunças, bagunçam a rotina... nos desviam do propósito, ao mesmo tempo é o que nos mostra estar vivos e sermos gratos pelos nossos...
    Aproveitando... Que Deus nos proteja nesses dias e que possamos mais uma vez aprender!

    Ah... e o Simba tá enorme e muito levado rsrsrs...
    bjs, Cris

    ResponderExcluir
  5. Boa tarde Aninha.
    Que delícia passar por aqui, amei as fotos, uma linda inspiração zen budista.... Amei.
    Ana, estamos em constante aprendizado, não é mesmo...
    A rotina faz bem, dá direção, alinha, mas é sábio compreender as particularidades de cada família, de cada pessoa, de cada casa... Nada como um dia após o outro, e com gratidão a gente vai tornando tudo mais leve...
    Amei vir aqui.
    Beijinhos doces,
    Ju

    ResponderExcluir
  6. Olá Ana, gostei deste enxugar as palavras e sendo rotina uma palavra,
    que para muitos é maldita, e ou incômoda, como já cantava o Rei da Bossa Nova.
    Depois do varal e bem seca o doce ocupou seu espaço em seu belo depoimento aqui,
    sempre agregando valores e experiencias para as meninas , vejo isto em você a Chica.
    Muito legal isso ver vocês duas nesta BC.
    Com todos os cuidados vamos crer e vencer este mal.
    Meu carinhoso abraço amiga.
    Uma semana mais leve.
    Bjs de paz

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A simplicidade do perdão na maternidade

"Anthony Ray Hinton passou trinta anos no corredor da morte por um crime que não cometeu. Ele estava trabalhando em uma fábrica trancada na hora do crime do qual foi acusado. Ao ser preso no estado do Alabama, foi informado pelos policiais que ia para a cadeia porque era negro. Ele passou trinta anos em uma cela minúscula, e só podia sair uma hora por dia. Durante o tempo que passou no corredor da morte, Hinton se tornou conselheiro e amigo não apenas dos outros prisioneiros, 54 dos quais foram mortos, mas do guardas também, muitos dos quais imploraram que o advogado de Hinton o tirasse de lá.
Quando uma decisão unânime da Suprema Corte ordenou sua soltura, ele finalmente estava livre para sair. 
“Uma pessoa não sabe o valor da liberdade até que ela lhe seja tirada”, disse-me ele. “As pessoas correm para fugir da chuva. Eu corro para a chuva. Como poderia uma coisa que vem do céu não ser preciosa? Tendo sido privado da chuva por tantos anos, sou grato por cada gota. Apenas por ter …

Juju faz 15!

15 anos! Feliz Aniversário Juju!
Júlia em 15 fotos





















Os dias por aqui

As manhãs começam cedo por aqui.
Júlia inicia as aulas em tempo real, como se estivesse na escola, às sete da manhã. Fazem dois intervalos, parada para o almoço e retomam na parte da tarde. Para a noite, tarefas, listas de exercícios, estudar para as provas que acontecem semanalmente todas as quintas-feiras, sem falar nas redações que precisam ser entregues.
A escola da Júlia se adaptou em alguns dias para esse ensino remoto, à distância. Adaptaram o sistema para receber as redações escaneadas e as mesma voltam com a devida correção; há também plantão de dúvidas, onde vídeos são gravados esclarecendo os questionamentos. Nos intervalos, quando entro no quarto pata levar um lanche, vejo as amigas dela no celular. Tomam lanche juntas e discutem sobre as aulas que tiveram!

Bernardo só começou com aulas na semana passada. O sistema adotado pela faculdade é diferente da Júlia. As aulas são gravadas e ficam disponibilizadas para serem assistidas quando quiserem, há também as listas de exercício…