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Uma imensa família

São dez horas da noite de domingo, 13 de janeiro de 2018.
Os barulhos que você, meu filho, espalhava pela casa, estão ausentes.
A geladeira, o pote de iogurte natural sendo aberto, o pacote de aveia, a colher de plástico colorido que trouxemos de uma sorveteria revirando os sabores e texturas com o som da tv ao fundo se misturando com minha fala sonolenta de "não vai dormir tarde hein?".
E eu, que ainda no domingo passado fui dormir cedo, como de hábito, hoje nesse domingo, treze de janeiro, cedi lugar dentro dos meus olhos: a sonolência cedeu lugar para um tanto de lágrimas.
"Nem sempre lágrimas são só de tristeza meu amor"- assim me disse marido lá do seu trabalho,no comecinho da noite. Ele que hoje teve suas lentes de contato expulsas pela multiplicidade de lágrimas que lhe inundaram sem titubeios. Estamos segurando apertado nossas mãos e nossos corações.  

Pela manhã deixamos nosso filho na instituição que estudará ( deixamos é maneira de dizer, porque eu não tive c…
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O coração transbordando!

Quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
08:02 da manhã
Menino de pijama atendendo o telefone



- Alô? Eu queria falar com o Bernardo. - É ele. - Bernardo, aqui é a tenente-coronel Carla do ITA. Você já sabe porque eu tô te ligando, né?! - Eu passei! - Sim! Parabéns! Você foi aprovado! Tem que se apresentar no dia 13 de janeiro e vai receber mais informações por e-mail. Parabéns!
Foi assim o desfecho de um ciclo. Foi assim o início de uma nova fase. Foi assim que ele ficou sabendo que seu sonho vai se concretizando!
O tempo, os dias, as horas entre ter feito a última prova e a divulgação dos resultados foram de muita ansiedade para ele.
Teve certeza de que passaria. Teve choro forte provocado pela certeza de que não conseguiria. O que dizer nessas horas? Apenas um olhar amoroso, compreensivo e a paciência pela espera do tempo.
Fizemos faxina no quarto. E reunimos numa pilha todo o estudo de um ano inteiro. Meu muito obrigada às nossas queridas árvores.

Eu lamento não ter feito uma tabela com o número de …

Na casa da vizinha

O projeto Na Casa da Vizinha é uma blogagem coletiva que acontece no terceiro domingo de cada mês, e é organizada pelas meninas Tê Nolasco do blog Bolhinhas de Sabão para Maria e Cris Philene do blog Prosa de Mãe.
Nesse mês, trazendo como tema "A cobrança do segundo filho".
Vamos lá?!


Bernardo, meu filho com dois anos, e Júlia, minha filha no ninho com 38 semanas ( foto analógica! )
Bem, eu também não tive a cobrança do segundo filho e pensei em não participar dessa blogagem. Mas é uma interação tão gostosa que eu resolvi abordar o tema de uma outra maneira já que não senti pressão ou cobranças.
Durante essa semana, enquanto via a chamada que as meninas fizeram pelo Instagram, convidando-nos a participar, li muitos comentários e a maioria deles referia-se ao quão desagradável são essas pessoas, a sociedade que insiste nessas falas de questionamentos, imposições ( tem que ter irmãos ).
Fiquei pensando nessas pessoas, nessa sociedade. Quem são? Somos nós, são nossos filhos que estão…

A convocação

Foi convocado para a segunda fase do vestibular o garoto!
Deveria ter saído pela manhã a lista, porém, algum problema houve e o nome dos convocados só foi sair agora à tarde.
O menino acordou às cinco horas da manhã e não conseguiu mais dormir. No meio da manhã, a notícia do adiamento.

Enfim depois de todas as dificuldades para carregar a página, estava lá o seu nome.

Seguimos agora para a segunda fase.

É uma alegria, porém nenhuma garantia.

Obrigada a todos que deixaram suas boas palavras no post anterior tanto de incentivo ao novo blog como ao meu filho!

Assim que essas provas finalizarem quero conversar aqui sobre nosso sistema de ingresso nas universidades e todo o estresse envolvido.

Um beijo à todos!

O vestibular

São exatamente 11h15min de uma sexta-feira, 23/11/2019. Sol, céu azul com pouquíssimas nuvens e a primeira fase do vestibular escolhido por meu filho Bernardo começará logo mais, às 13h30min. Ele já saiu de casa.


Tentamos manter uma "aparente" normalidade na nossa rotina, sem menções, conselhos de última hora e afins. As aspas amparando a palavra aparente é mesmo para dizer que sim estamos todos, pai, filha, filho e eu, a mãe que iniciou o almoço às oito e meia da manhã, um tanto confusa se a água da chaleira era para o café ou para o arroz, com emoções que podem ser traduzidas em ansiedade, esperança, confiança, medo, alegria, tristeza. Deve ser tudo isso muito misturado.
De nossa parte, os pais, não há cobrança alguma, apenas apoio para um sonho.
De minha parte, há o reconhecimento de um empenho surpreendente que já acontece há dois anos. Há também o reconhecimento de que é uma prova extremamente complexa. Há colegas de meu filho que estão nessa lida há 4 anos.
Sei, sabemos, qu…