Pular para o conteúdo principal

A doce rotina parte II

    Passados alguns dias da nossa postagem coletiva com outros blogs amigos, a rotina em nosso país mudou drasticamente pelo novo vírus. Em casa não foi diferente, também as coisas mudaram. Até a segunda-feira do dia 16/03, eu estava em São José dos Campos para as aulas da minha faculdade. Repentinamente, as aulas foram canceladas e na terça, após pegar ônibus e metrô, eu finalmente estava de volta em casa. De lá até hoje, foram 10 dias de quarentena, confinados em casa eu, minha mãe e minha irmã.
    Durante esses dias, a escola de minha irmã continuou as aulas por plataformas EAD, ou seja, apesar da rotina bem diferente, bem mais monótona, ela continua tendo tarefas e atividades. Já eu, fiquei sem minhas obrigações que antes eu tanto reclamava. Assim, durante esses dias revezei minha rotina entre comer as deliciosas comidas de mamãe, ver o Netflix e desenvolver algumas outras habilidades com programação e etc.
    A falta de uma rotina imposta fez com que a flexibilidade de horários me deixasse um pouco mais desleixado com a administração de meu tempo. Nesses dias, já tive picos de tédio, irritação e um pouco de ansiedade. As vezes era difícil até pra dormir. O dia inteiro praticamente repetitivo, vendo as mesmas pessoas, fazendo as mesmas atividades me deixaram um pouco mal. Apesar de gostar bastante dessa "liberdade", é verdadeiramente ruim não ter uma rotina e algumas obrigações a seguir.
    Mesmo assim, consegui parar um pouco, respirar e ver coisas boas nisso tudo também. Tentar manter a calma e  aprender a cozinhar com mamãe são bons desafios, que me divertem durante o dia. Além disso, ver algumas séries e acompanhar o BBB ( mesmo que mamãe não goste hahahahaha) com minha irmã também tem sido experiências bem legais.
    E vocês, leitoras? Como está a rotina de vocês em casa?
    Então, acho que deu pra perceber que não foi a Ana que escreveu esse texto. Apesar de eu não saber muito bem como escrever para um blog, aceitei esse desafio da mãe! Espero que eu tenha me saído bem.
No mais, abraços e até uma próxima








Comentários

  1. Bernardo, fiquei feliz e assim mataste as saudades de blogar... Lembra dos teus trilhos? Era tão lindo o blog! Mas te digo,todos aqui estamos nessa rotina mudada e por força ,em casa. Achamos muito a fazer. Neno passa o dia envolvido com as aulas pela internet e não tem tempo pra nada...Eu, passo o tempo entre pesquisar armazéns e mercadinhos com entrega ,tudo aqui do bairro. Achoi importante valorizar e prestigiar. Assim, além de tudo ,abasteço a casa via internet e quando penso que está tuuuuuuuuuudo OK, logo mais e mais falta! Escrevo, limpo, lavo, brinco...Vamos que vamos e adorei te ver e as fotos de vocês dois! beijos pra todos! chica

    ResponderExcluir
  2. Muito bom externar seus sentimentos neste ping pong com sua mãe e uma Blogagem coletiva onde ela sempre partilha sua grande experiencia e sabedoria. Posso imaginar o que você relata nesta postagem.. Aqui com meu filho que é da área de TI vejo a inquietação dele, entre celular, notebook e janelas. Reinventar rotina é uma arte mesmo e sei que vi tirar de letra este momento e logo vamos voltar à outra rotina.
    Meu abraço e tudo de bom com todos os cuidados. Lembro de vocês uns 10 anos mais novos quando comecei pelo blog e conheci a mãe.
    Fiquem na paz e relaxe.

    ResponderExcluir
  3. Ai ai ai que ternura!!! Que lindeza gente!!! Simplesmente amei a disposição e o carinho de escrever no blog da mamãe! Se saiu muito bem Bernardo! Quem sabe fazer um blog também nesses dias para contar um pouco da sua rotina? Ixe, será que mamãe irá aprovar?
    Bernardo, não é fácil mesmo estar em casa por obrigação, sem opção. Aliás, tudo que é imposição é exaustivo e monótono.
    Irritação, tédio e até ansiedade são coisas comuns nesse momento de confinamento e com tanta notícia passando...
    Eu já percebi. Quando começo a ver muita coisa na tv sobre o assunto, começo com falta de ar. Estava tossindo dias atrás e hoje estou bem melhor. Agora você imagina o medo rs
    Mas é mesmo ansiedade...
    Achei ótimo seu desprendimento em aprender a cozinhar com a mamãe. Maria também já se dispôs, mas esquece fácil. Só tem 13 anos e a cabeça ta a mil rs
    De qualquer forma ela também tem feito algumas coisas para contribuir com a rotina.
    E claro né Bernardo, como ninguém é de ferro, ter uma companhia agradável como a Júlia é super válido para passar o tempo...

    Parabéns pelo post, adorei!

    Curta esse momento em família pq são extremamente preciosos e por mais que esteja agora entediante não estudar e ter sua rotina, você irá sentir falta desse convívio!

    Beijão e pensa no blog rs

    Tê e Maria ♥

    ResponderExcluir
  4. Bom dia, Bernardo, Júlia e Ana Paula!!!

    Bernardo, é um prazer vê-lo aqui nos passos da mamãe, cheia de energia.

    Aqui em casa, minha rotina não mudou muito. Sou caseira, quieta e gosto da rotina e calmaria, Embora, o golpe da pandemia seja duro e o desejo de desvencilhá-lo seja grande.

    Já para a Laura, minha filha de 11 anos, a mudança foi considerável. Aulas à distância pela plataforma EAD, muitas tarefas e avaliações desta primeira etapa já foram feitas ontem.

    Enfim, todo esse confinamento, apesar dos pesares, serve ao renascimento. Ao considerarmos os propósitos da existência e passarmos tempo com a família, mas sobretudo, conosco mesmos.

    Um beijo para vocês todos!!!

    Renata e Laura

    ResponderExcluir
  5. Ah que delícia ter a família!
    Bernardo meu lindinho, aproveite muito a família, aproveite a comida de mãe, as implicâncias (risos) para aprender, melhorar...
    Eu amo ficar em casa em família, gosto muito de ficar em casa, então apesar dos dissabores desse enfrentamento nada fácil, é momento de aprender muita coisa entre família.
    Amei as fotos, faça coisas boas em família, converse, cozinhe, jogue, assista, e coloque como rotina os afazeres da casa como prioridade, rotina de amor...
    Beijinhos doces
    Ju

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Meu menino, 21 anos!

  26 de janeiro de 2024. Celebramos hoje 21 anos da vida do Bê! Que felicidade, que alegria imensa poder celebrar a tua vida meu filho querido! Cuidar da tua vida tão preciosa foi um presente para mim e eu o fiz com amor e dedicação. Falhei, fiquei aquém muitas e muitas vezes; saiba porém que procurei oferecer o meu melhor. Certa vez li algo assim: "não menospreze os clichês, as verdades tão repetidas que chegamos a achar bobagens". Criar filhos para o mundo é um desses clichês, que a gente fala principalmente quando  nossos filhos são pequenos, e agora é realidade! As asas estão prontas para ganhar e receber o melhor do mundo! O ninho de nossos corações sempre estarão aqui para te acolher.  Te amamos filhos 💙

A simplicidade do perdão na maternidade

"Anthony Ray Hinton passou trinta anos no corredor da morte por um crime que não cometeu. Ele estava trabalhando em uma fábrica trancada na hora do crime do qual foi acusado. Ao ser preso no estado do Alabama, foi informado pelos policiais que ia para a cadeia porque era negro. Ele passou trinta anos em uma cela minúscula, e só podia sair uma hora por dia. Durante o tempo que passou no corredor da morte, Hinton se tornou conselheiro e amigo não apenas dos outros prisioneiros, 54 dos quais foram mortos, mas do guardas também, muitos dos quais imploraram que o advogado de Hinton o tirasse de lá. Quando uma decisão unânime da Suprema Corte ordenou sua soltura, ele finalmente estava livre para sair.  “Uma pessoa não sabe o valor da liberdade até que ela lhe seja tirada”, disse-me ele. “As pessoas correm para fugir da chuva. Eu corro para a chuva. Como poderia uma coisa que vem do céu não ser preciosa? Tendo sido privado da chuva por tantos anos, sou grato por cada gota. Apen...

Florescer em meio às adversidades

Eu devia estar deixando a adolescência e iniciando a minha juventude quando descobri/aprendi que a palavra crise, no ideograma chinês, trazia consigo o significado de oportunidade. Toda crise então, carregava em si uma oportunidade, talvez ainda não revelada. Por um certo tempo, aquilo me serviu. Um emprego em que eu não era chamada, ou quando era demitida, lá estava a oportunidade de algo maior. O mesmo para algum "paquera" que não dava em nada, certamente haveria uma outra, uma melhor oportunidade me aguardando lá na frente. A palavra crise dos chineses não me serviu quando a crise era muito mais que uma crise. Um luto, uma traição... nestes casos era difícil enxergar uma oportunidade lá na frente. Perder um pai, uma mãe, um filho. Que oportunidade haveria nisso? Senti que era raso aquilo que por um tempo havia me servido. Cresci sendo ensinada a ser uma boa pessoa; rezar; bater três vezes na madeira para não atrair coisa ruim; pular ondas; vestir a cor certa para um...