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Postagens

Escrito à mão

Na bagunça que é fazer uma mudança de casa, entre caixas, coisas para empacotar, desfazer, prioridades, lembro-me de ter encontrado uma revista de 2015. Eu a tinha guardado por algum motivo que, lá no final de novembro do ano passado, apressada com a mudança, eu realmente não me lembrava o que haveria naquela revista para ser guardada.  E tampouco haveria tempo para descobrir.
Já tem meio ano que nos mudamos e dia desses, desses de confinamento, distanciamento, quarentena, fui limpar e organizar gavetas e de uma delas, saltou a revista!
Dediquei-me a folhear a tal revista e em suas últimas páginas encontrei o motivo por tê-la guardado por tanto tempo!
A verdade é que eu já deveria ter escrito sobre o assunto e fui deixando...
Tudo começou quando uma jornalista, escritora, pessoa querida que se define com um "café coado", pediu ajuda para uma pesquisa que estava fazendo. Era pela internet mesmo e levava menos de cinco minutos. Perguntas e alternativas nas respostas.
Achei tão gosto…
Postagens recentes

Mães na quarentena

"Eu também desenhava a maneira como meu pai uma vez olhou para um pássaro caído de lado no meio-fio perto de nossa casa. Era o Shabbos [ Sabbath ], e estávamos voltando da sinagoga.
"Está morto, papai?" Eu tinha seis anos e não conseguia olhar para ele.
"Sim", eu o ouvi dizer de uma maneira triste e distante.
"Por que ele morreu?"
"Tudo o que vive deve morrer."
"Tudo?"
"Sim."
"Você também, Papai? E a Mamãe?"
"Sim."
"E eu?"
"Sim", disse ele. Então acrescentou... "Mas que possa ser somente depois de viver uma vida longa e boa, meu Asher."
Eu não conseguia entender. Forcei-me a olhar para o pássaro. Tudo vivo seria, um dia, tão imóvel como aquele pássaro?
"Por que?", perguntei.
"É assim que o Ribbono Shel Olom fez o seu mundo, Asher."
"Por quê?"
"Para que a vida pudesse ser preciosa, Asher. Algo que é seu para sempre nunca é precioso. *


                  …

Iogurte

Será que você já aprecia o Instagram da amiga Tê onde ela gentilmente nos mostra o aconchego do seu lar e suas caseirices, como ela mesma gosta de chamar?!
Ela Vê Poesia é um aconchego só! E foi inspirada numa das publicações ( todas as fotos são de encher os olhos ) de iogurte caseiro, que eu me inspirei para contar uma história.

Enquanto meu iogurte fica fazendo o seu trabalho ali quietinho, no sol, que pouco está esquentando por esses dias, eu revisitei uma gostosa memória!




Aprendi a gostar e fazer iogurte na minha juventude, quando um amigo, ao hospedar-se em casa, pediu para usar a cozinha e, da noite para o dia, apresentou-nós um pote de iogurte.

Eu que era do potinho do iogurte de morango, olhei meio ressabiada para aquele iogurte branco. Porém nosso amigo comia com tanto gosto aquilo que me arrisquei naquele novo paladar - branco, puro e azedo.
E não é que gostei?!
Produzi uns bons, outros que mesmo não dando tão certo, eram consumidos mesmo assim.
Grávida do Bernardo, tive desejos de…

A simplicidade do perdão na maternidade

"Anthony Ray Hinton passou trinta anos no corredor da morte por um crime que não cometeu. Ele estava trabalhando em uma fábrica trancada na hora do crime do qual foi acusado. Ao ser preso no estado do Alabama, foi informado pelos policiais que ia para a cadeia porque era negro. Ele passou trinta anos em uma cela minúscula, e só podia sair uma hora por dia. Durante o tempo que passou no corredor da morte, Hinton se tornou conselheiro e amigo não apenas dos outros prisioneiros, 54 dos quais foram mortos, mas do guardas também, muitos dos quais imploraram que o advogado de Hinton o tirasse de lá.
Quando uma decisão unânime da Suprema Corte ordenou sua soltura, ele finalmente estava livre para sair. 
“Uma pessoa não sabe o valor da liberdade até que ela lhe seja tirada”, disse-me ele. “As pessoas correm para fugir da chuva. Eu corro para a chuva. Como poderia uma coisa que vem do céu não ser preciosa? Tendo sido privado da chuva por tantos anos, sou grato por cada gota. Apenas por ter …

Os dias por aqui

As manhãs começam cedo por aqui.
Júlia inicia as aulas em tempo real, como se estivesse na escola, às sete da manhã. Fazem dois intervalos, parada para o almoço e retomam na parte da tarde. Para a noite, tarefas, listas de exercícios, estudar para as provas que acontecem semanalmente todas as quintas-feiras, sem falar nas redações que precisam ser entregues.
A escola da Júlia se adaptou em alguns dias para esse ensino remoto, à distância. Adaptaram o sistema para receber as redações escaneadas e as mesma voltam com a devida correção; há também plantão de dúvidas, onde vídeos são gravados esclarecendo os questionamentos. Nos intervalos, quando entro no quarto pata levar um lanche, vejo as amigas dela no celular. Tomam lanche juntas e discutem sobre as aulas que tiveram!

Bernardo só começou com aulas na semana passada. O sistema adotado pela faculdade é diferente da Júlia. As aulas são gravadas e ficam disponibilizadas para serem assistidas quando quiserem, há também as listas de exercício…

Liberdade e autonomia aos filhos

Trago, para iniciar essa conversa, essa prosa gostosa aqui em mais uma blogagem coletiva, duas fotos bem atuais!




Bernardo no provador de alguma loja comprando as próprias roupas.
Júlia e Bernardo na quarentena estudando sozinhos com aulas online.

Eu, como dizia o poeta, já sou uma mãe desnecessária para comprar roupas ou ajudar nos estudos! E para tantas outras coisas!

Autonomia e liberdade são um caminhar, acontecem o tempo todo, mas claro, há momentos marcantes. Quando o bebê consegue controlar o movimento das mãozinhas a alcançar um objeto, levá-lo à boca, é uma conquista, uma autonomia.
O primeiro passinho, a primeira vez em que amarra os cadarços, enfim são liberdades.
Todas essas, são conquistas esperadas, refletem um desenvolvimento saudável e estão aconchegadas sob os nossos olhos, os nossos cuidados.
Mas nesta proposta, vamos falar de uma liberdade maior, dessa em que nosso olhar não alcança, tem apenas que confiar.

Existe momento certo para dar autonomia e liberdade aos filhos?
Sim, …

Juju faz 15!

15 anos! Feliz Aniversário Juju!
Júlia em 15 fotos